O novo espetáculo de Ana Mula, denominado «Viaturas», vai ter estreia absoluta no 16 de maio, às 10h45 (sessão para escolas) e 19h00 (público geral), no Auditório Carlos do Carmo, em Lagoa.
«Viaturas» consiste num projeto que incluirá um espetáculo, para dois performers, com duração de 60 minutos, propondo um cruzamento disciplinar, entre teatro, dança, meios audiovisuais e banda sonora original, contemplando também atividades de mediação com a comunidade local da cidade de Lagoa.
Trata-se de «um olhar performativo sobre a inércia e a resistência de corpos em trânsito, suspensos entre o controlo e o colapso».
O projeto Viaturas é uma coprodução entre a associação Ana Mula Projects e Município de Lagoa / Auditório Carlos do Carmo.
«Viaturas» é um «espetáculo que reflete sobre a degradação dos veículos como metáfora para o esgotamento ambiental e social. Através da dança e da performance, o projeto questiona a nossa relação com a mobilidade, os territórios e o ritmo acelerado da vida contemporânea», explica a criadora.
O projeto nasce de uma investigação contínua da criadora Ana Mula, em diálogo com diferentes contextos de apresentação. Combinando corpo, objeto e espaço, propõe uma experiência sensorial e crítica.
Este espetáculo é fruto de um processo de investigação artística contínuo de Ana Mula, criadora que reside em Portugal desde 2014 e cujo trabalho cruza teatro, dança e performance, com uma forte aposta na adaptação dos seus projetos ao contexto de apresentação.
Este projeto surge no âmbito do programa Antecipar o Futuro, uma iniciativa do Teatro Nacional D. Maria II, com o apoio da NTT Data e em parceria com o Espaço do Tempo.
Conta também com o apoio à criação Fundação Calouste Gulbenkian, apoio à criação da Fundação GDA e ainda como apoio à investigação dos seguintes parceiros , Programa Órbita, Festival Súbito (Vila Nova de Gaia, Portugal), Programa MICROACCIONA, Centro Cultural La Estación e Auditório de Beniajan.
Ana Mula é mestre em Artes Cénicas – Direção Artística pela ESMAE, com formação em Geologia e Ensino pelas universidades de Granada e Coimbra. Nos seus projetos anteriores (Percaminho, FONDO, C_M_8 – Cuecas em 8 ou Água ao mar ou como esquecer uma cidade), tem explorado o uso cénico do objeto em relação direta com o corpo, criando narrativas visuais que desafiam o olhar e o discurso convencional.
Os bilhetes estão à venda aqui.
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:
Conceção e direção artística | Ana Mula
Coreografía e interpretação | Marianna Diroma e Joka Pereira
Banda Sonora Original | Rodrigo Ferreira
Operação de Som | André Leite
Desenho de luz | Octávio Gómez
Dispositivo cénico | Harry Tootil
Produção executiva | Rita Pessoa
Apoio à Investigação | Programa ORBITA, Festival Súbito (Vila Nova de Gaia, Portugal); Programa MICROACCIONA, Centro Cultural La Estación e Auditório de Beniaján (Múrcia).Duração: 60 minutos
Classificação etária: M/12