Mértola participa na nova Rede “CApt2 – Circularidade da Água” para se tornar «município mais resiliente»

Território de Mértola apresenta “uma enorme escassez hídrica”

A Rede “CApt2 – Circularidade da Água, por todos e para todos”, da qual Mértola faz parte, arrancou na semana passada, num encontro que reuniu os oito parceiros.

Este “foi o pontapé de saída na iniciativa que nasceu de uma candidatura aprovada no âmbito da Iniciativa Nacional Cidades Circulares (InC2), da Direção Geral do Território na área temática do Ciclo Urbano da Água”, explica a Câmara de Mértola.

A Rede é composta pelos municípios de Águeda, Lagoa (Açores), Loulé, Mértola, Oeiras, Oliveira de Frades, Ponte de Sor e Guimarães, por via do Laboratório da Paisagem.

Como parceiro-líder, o Laboratório da Paisagem recebeu a reunião inicial, que juntou, presencialmente e por videoconferência, os vários parceiros, bem como representantes da Direção-Geral do Território e o perito de rede que acompanhará a execução do projeto.

Ao longo de todo o dia, os parceiros analisaram e discutiram os objetivos gerais da candidatura, bem como a metodologia que será aplicada durante a primeira fase do projeto.

Num momento de partilha, os municípios tiveram oportunidade de apresentar os diferentes contextos e desafios dos territórios, bem como, as motivações para o envolvimento nesta Rede.

Na reunião, foi ainda apresentado o plano de comunicação que norteará a atuação da Rede CApt2, assim como o cronograma previsto para a Fase 1 do projeto.

A sessão contou, igualmente, com a apresentação do método Cidades Circulares, por parte do perito de Rede, Eurico Neves, assim como a definição do calendário de visitas para os fóruns de ação local, que decorrerão em cada um dos municípios parceiros.

Tendo em conta as caraterísticas do território de Mértola, que apresenta uma “enorme escassez hídrica”, Rosinda Pimenta, vereadora do município, refere que o objetivo da participação no projeto é ensaiar, em conjunto com os parceiros, respostas para tornar o município mais resiliente a este problema.

A autarquia de Mértola recorda que a Rede CApt2 assenta a sua estratégia no desenvolvimento de um modelo de governança local que integre os diferentes agentes responsáveis pela gestão da água e que pretende incluir o cidadão como indutor de transformação para um modelo circular e participativo.

Como objetivo último, está a conceção de um plano de ação local para o Ciclo Urbano da Água, que contribua para as políticas de gestão da água e a orientação dos municípios na transição para uma economia circular.

O projeto vai dividir-se em duas fases, apresentando um prazo total de execução de vinte meses (quatro meses para a Fase 1 e 16 meses para a Fase 2).

O orçamento global elegível ronda os 264 mil euros no total dos dois momentos previstos.

 

 

 

 

 
 



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